O Movimento Modernista, telefone sem fio/telefone estragado – performance

Grupo de Estudos da Deriva , representado por Marcelo Moreschi (UNIFESP), realizou nos dias 17 e 18 de maio, no Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a performance O Movimento Modernista, telefone sem fio/telefone estragado. Trata-se de um jogo de telefone sem fio/estragado com “O Movimento Modernista”, conferência de Mário de Andrade proferida em 1942 e base da história monumental do modernismo paulista/brasileiro.

A ideia da performance consistia em…

"[...] instaurar artificialmente uma situação na qual o texto circule à deriva, em contraposição à sua normalização parafrástica. Inspirando-se em um dos Jogos de arte de Regina Silveira da década de 1970 (mais precisamente a ação Jogo do segredo – alterações em definições de arte, realizada em 1977 no MAC/USP), propõe-se um jogo de telefone sem fio com o texto integral da conferência de Mário. Especificamente, propõe-se dispor quatro participantes (todos falantes nativos de português europeu e de preferência com pouca familiaridade com português brasileiro) na sala do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de Coimbra. O primeiro deles ouvirá trechos do texto de Mário oralizados por um integrante do Grupo de Estudos da Deriva remotamente do Brasil e sussurrará para o participante seguinte o que ouviu, e assim sucessivamente até o último integrante do círculo. Este reportará o texto ouvido para outro membro do Grupo no Brasil, responsável por transcrever o texto resultante, que depois será publicado, em edição limitada, sob autoria do Grupo de Estudos da Deriva. Prevê-se, no futuro, a replicação da ação com participantes de outros contextos sociais e linguísticos para a produção de outras versões deturpadas do texto." 

Participaram da ação, do Brasil, Vanessa Caspon e Ericson Cruz, integrantes do Grupo de Estudos da Deriva, e as seguintes alunas da Universidade de Coimbra: Carla Pinto, Luísa Batista, Alícia Cardoso, Maria Inês Pichel, Catarina Ramos, Márcia Gonçalves. A produção foi de Carla Pinto, Keissy Carvelli, Thales Estefani e Marcelo Moreschi.

Pode-se assistir a um trecho da performance e ler um breve balanço sobre sua realização nesta ligação.

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